Orgulho e Preconceito

“É verdade universalmente reconhecida que um homem solteiro em posse de boa fortuna deve estar necessitado de esposa”. Para quem não reconheceu, esta é a primeira frase do livro “Orgulho e Preconceito”, da autora britânica Jane Austen, que é a nossa dica de hoje! Alias, a dica de hoje é dupla: filme e livro! Jane escreveu o livro quando tinha apenas 21 anos e ele é considerado a obra prima da autora. Pode ser um livro antigo mas não se enganem! A leitura é bem leve e dinâmica, o que torna toda a experiência cativante e divertida. Mas só diversão não enche barriga, não é mesmo? Aí que a coisa fica ainda mais interessante pois o livro é carregado de ironias e criticas sociais que nos ajudam a entender a estrutura da sociedade inglesa entre os séculos XVIII e XIX, todas sob o ponto de vista de uma jovem.

Jane Austen

Obra prima escrita antes dos 21 anos

A personagem principal da história é a jovem Elizabeth Bennet, a segunda mais velha de cinco irmãs. Elizabeth, ou “Lizzie”, possui uma personalidade forte e uma visão  bastante crítica do que se passa ao seu redor. Sua família se encontra em um estado delicado, pois as cinco filhas ainda estão solteiras e o pai, Sr. Bennet, não deixará nenhuma herança para elas ao morrer. O desespero da mãe para casar as filhas é justamente um dos pontos de sátira da autora, além de criar diversas situações embaraçosas para as meninas. A situação fica ainda mais interessante após a chegada de um certo jovem bonitão e seu amigo ainda mais bonitão, ambos solteiros e com boas condições financeiras, à província onde elas moram.

Orgulho e Preconceito

A versão cinematográfica traz Keira Knightley e Matthew Macfadyen

Naturalmente, se torna praticamente impossível afastar as jovens solteiras da região dos dois recém-chegados. Assim, Lizzie é apresentada ao amigo bonitão, Sr. Darcy, um jovem aparentemente arrogante e soberbo mas que se revela como o perfeito mocinho de qualquer romance. A partir deste encontro os dois desenvolvem uma relação que os permite experimentar todo tipo de pré-julgamento e situações desconfortáveis, afinal, Orgulho e Preconceito não foi um título escolhido ao acaso.

O final do livro é realmente cativante, não apenas por ser completamente mágico e emocionante, mas também por mostrar um grande desenvolvimento das personagens. Não tem como não se identificar com Lizzie ou com o Sr. Darcy!

O filme, lançado em 2005, é uma ótima opção dentre o universo de romances e apesar de não ser uma adaptação perfeita do livro, afinal este é muito grande, é capaz de trazer aos expectadores a mesma sensação de identificação e aquela “alegria pós-romance” que o livro oferece.

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